sábado, 15 de dezembro de 2007

O SORRISO DO RIO


Todas as noites ouves as antigas vozes.
Raparigas alegres girando sob a lua.
E as tuas mãos a procurar os versos que faltam no último poema.
Os arco-iris desenhados na água, são as cores do passado.
E tu sorris como o vento.
Mas conheces a verdade toda
e sentes a partida das gaivotas.
O Douro compreende esse acenar e chora.
E as rugas a enfeitar o céu
derradeiro porto no teu rio.
E o barco à espera de um sinal, que fale na última viagem.
Olha, ela sacudindo as tranças acolá, a saltitar na areia.
Que linda que ela era a mocidade, borboleta que tão pouco durou.
Lembras-te Barqueiro!?
Eu sei que não! Então porque sorris!?
ah! Tu és o rio Douro inteiro e os rios são eternos...

4 comentários:

barb michelen disse...

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claudia maria silva disse...

é tão bom ver a magnifica terra que é Rio Mau

Anónimo disse...

"...e o barco à espera de um sinal que fale na última viagem..."

Que bela esta cumplicidade entre um homem e um barco! Que rio feliz deve ser esse Douro cujos seu pares se entregam num abraço de vida e morte, que comove por simples, que se adivinha ser eterno!
" lembras-te Barqueiro?"
Apenas um sorriso, apenas a certeza de que os dois são efectivamente um só...
Belo demais, intocável...

Wind disse...

Passei os olhos na transversal e logo se prenderam na promessa de um breve regresso...obrigado!
Quem assim nos presenteia faz amigos.
Bem haja!